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Proibição das bets tem 72% de aprovação, mas o que muda para o apostador brasileiro?

Apostador olhando o celular com a notícia sobre a pesquisa Quaest e a proibição das bets no Brasil

A proibição das bets tem 72% de aprovação na nova pesquisa Quaest. Mas pesquisa não é lei: a MP 1.394 ainda depende do Congresso e é questionada no STF.

Ou seja: o apoio da população é alto, mas a decisão final ainda não saiu. Para quem aposta, o cenário continua de incerteza. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (14).

O que a Quaest perguntou sobre a proibição das bets?

A pesquisa testou sete propostas. A proibição de sites de apostas esportivas e cassinos online teve a maior aprovação prévia entre todas.

Os números principais:

  • 64% disseram conhecer e aprovar a medida;
  • outros 8% acharam boa ideia ao saber do assunto;
  • somados, são 72% de aprovação;
  • na rodada de 28 de setembro, o índice era 62%.

A Quaest ouviu 2.154 pessoas com 16 anos ou mais, entre 10 e 13 de outubro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com 95% de confiança.

Um detalhe importa: a amostra inclui jovens de 16 e 17 anos, que não podem apostar. Parte de quem aprovou a proibição, portanto, nem faz parte do público de apostas.

Por que 72% de apoio não resolvem o futuro da MP 1.394?

Segundo o BNLData, a pergunta apresentou a proibição sem explicar o que ela significa na prática. O entrevistado não foi lembrado de pontos como:

  • sem regulação, o Estado perde ferramentas como autoexclusão e controle de depósitos;
  • mesmo após 22 meses de regulação, o mercado ilegal ainda respondia por mais de 40% das apostas;
  • áreas como esporte, turismo e segurança pública perdem arrecadação;
  • empregos e patrocínios do futebol ficam em risco.

Esses pontos são a leitura do BNLData sobre a pesquisa. O dado dos 40% de mercado ilegal não vem da Quaest.

O caminho da MP continua o mesmo. O texto precisa passar pelo Congresso, onde já há propostas para mudá-lo, como mostramos em nosso post sobre o prazo de emendas. No STF, as ações são relatadas pelo ministro Luiz Fux.

O que muda para o apostador brasileiro depois da pesquisa?

Hoje, nada muda por causa da Quaest. Ela mede opinião e não altera regra. Mas o apostador tem três pontos práticos para acompanhar:

Esse último ponto merece atenção. A fiscalização está mais dura, como mostra a divisão permanente da PF contra apostas ilegais. Quem insiste em site ilegal fica sem autoexclusão, sem limite de depósito e sem qualquer garantia sobre o próprio dinheiro.

Também vale lembrar que o assunto saiu da política e chegou ao campo. O protesto no Fla-Flu contra a MP das bets mostrou que há torcedor e apostador contrários à medida.

O que esperar da eleição de 25 de outubro e do Congresso?

A mesma pesquisa traz o segundo turno: Flávio Bolsonaro (PL) tem 46% das intenções de voto e Lula (PT) tem 44%. A aprovação do governo está em 45%, e a desaprovação, em 48%.

Segundo o BNLData, a leitura é que a proibição é popular, mas não virou voto. Ainda não foi confirmado o que cada candidato pretende fazer com a MP depois da votação.

O que já se sabe é o roteiro. A votação é em 25 de outubro. Depois, o Congresso e o STF seguem com o tema. O prazo para essas decisões ainda não foi confirmado.

Enquanto isso, a regra é cuidado. Apostas são para maiores de 18 anos e devem ser feitas com responsabilidade, só com dinheiro que não faz falta. Vamos acompanhar cada passo da MP e avisar o que mudar no saque, no saldo e no acesso.

18+ | Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência. Se o jogo deixou de ser diversão, procure ajuda: CVV 188.

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