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MP das bets: prazo de emendas vai até 13 de outubro e 26 propostas já tentam mudar o texto

Capa do Bet Blog sobre as emendas à MP das bets e o prazo ampliado até 13 de outubro

A MP que proibiu as bets já recebeu pelo menos 26 emendas no Congresso. E o prazo para apresentar novas propostas, que acabaria em 1º de outubro, foi ampliado para 13 de outubro.

Para quem apostava, nada muda agora. A proibição segue valendo, os depósitos continuam vetados e o resgate de saldo nos sites vai até as 23h59 de 5 de outubro.

O que as emendas querem mudar

Emenda é uma proposta de alteração no texto. Nenhuma delas vale ainda. Todas dependem de um relator, que pode aceitar ou rejeitar cada uma.

Um grupo de parlamentares tenta tirar as apostas esportivas da proibição. Assinam propostas nessa linha Marcos Braz (PSDB-RJ), Júlio Lopes (PP-RJ), Pedro Aihara (PP-MG), Felipe Francischini (Podemos-PR), Marcos Pontes (PL-SP) e Jorge Kajuru (PSB-GO).

A de Marcos Braz mantém o cassino online vetado. Também barra aposta em lance isolado da partida. Mas libera o palpite no resultado. O texto fala em apostas “restritas aos resultados consolidados, placares finais e métricas coletivas de partidas esportivas reais”.

As principais propostas, em resumo

  • Apostas esportivas: voltariam em resultado e placar final, com cassino online ainda proibido.
  • Patrocínio de clubes: marcas seguiriam em uniformes e arenas por 24 meses, nos contratos já vigentes.
  • Transição: emenda de Beto Preto (PSD-PR) deixa as casas operarem até o fim da licença já paga, sem renovação.
  • Outorga: Kajuru quer que a União devolva às empresas a parte proporcional do valor pago.
  • Saldo esquecido: valores não reivindicados em 180 dias iriam para o Fundo Nacional de Saúde.

O dinheiro em jogo é alto. Cada empresa pagou R$ 30 milhões por uma licença de cinco anos. No total, o governo arrecadou R$ 2,5 bilhões com essas outorgas até meados de 2026.

Há ainda propostas sobre fiscalização. Beto Preto sugere um comitê coordenado pelo Ministério da Justiça contra a oferta e a publicidade ilegais. Já o deputado Bruno Ganem quer destinar multas e valores perdidos à segurança pública e à saúde.

O que isso significa na prática para quem aposta

O prazo maior não é sinal de que as bets vão voltar. É só mais tempo para o Congresso sugerir mudanças. Três pontos merecem atenção.

Seu saldo não espera o Congresso. O calendário da MP segue igual. Os sites ficam no ar só para saque até 5 de outubro e são bloqueados no dia 6. Quem não retirar recebe a devolução pelas instituições financeiras entre 9 e 14 de outubro.

Uma emenda mexe com dinheiro parado. A proposta de Beto Preto manda para a saúde os valores não reclamados depois de 180 dias. Não é regra ainda. Mas mostra que saldo esquecido pode ganhar prazo de validade.

Se o esporte voltar, volta menor. Pelo texto de Marcos Braz, ficam vetadas as apostas em “ações, eventos isolados ou lances individuais”. Sobrariam resultado, placar e números coletivos da partida.

Enquanto nada é votado, qualquer site que aceite depósito de brasileiro está fora da lei. Não há fiscalização nem garantia de saque. E vale o de sempre: aposta, onde é permitida, é para maiores de 18 anos e pede responsabilidade.

Quando o Congresso decide

Ainda não há calendário. A comissão mista que analisa a MP teve a composição anunciada, mas segue sem presidente e sem relator.

O Congresso está esvaziado pela campanha eleitoral. Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, ainda não reuniram os líderes. A previsão é de acordo só depois do primeiro turno.

A MP precisa ser aprovada em até 120 dias para virar lei definitiva. Em paralelo, o governo quer um projeto de lei que criminaliza as bets e seus operadores, com pena de dois a seis anos de prisão. Esse só vale depois de votado.

A próxima data no radar é 13 de outubro, quando fecha o prazo de emendas. Antes dela, no dia 5, acaba o tempo para sacar por conta própria. Se você ainda tem dinheiro parado, veja o que fazer com o saldo que ficou na casa de apostas.

Com informações de igamingbrazil.com.

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