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Mercado de apostas no Brasil: setor admite ano difícil

Executivos debatem o mercado de apostas no Brasil durante o SiGMA North America

Quem vive do mercado de apostas no Brasil admite: 2026 está sendo um ano duro. A avaliação veio de veteranos do setor, reunidos no SiGMA North America, no México.

Para quem aposta, a frase importa. Mercado apertado significa casas se reorganizando, e isso chega ao apostador de várias formas.

O que disseram os veteranos do setor

Flávio Figueiredo, diretor do SiGMA World, definiu 2026 como um ano em que as empresas “estão tendo que rebolar para conseguir se manter”. Para ele, isso faz parte do processo pós-regulamentação.

Manuel Matos, CEO do Brazilian Lounge, falou em transição desafiadora. “O momento pós-regulado é muito diferente”, disse.

Segundo Matos, grandes operadores europeus e asiáticos ainda planejam entrar no país, mesmo com o mercado em reestruturação. Figueiredo também vê saída: “vamos ver a luz no fim do túnel, existe essa luz”.

Para Figueiredo, as empresas precisam entender os limites de atuação neste segundo ano depois da regulamentação. Em outras palavras: as regras chegaram, e quem não se adaptar fica pelo caminho.

Carlos Cardama, outro nome histórico do setor, olhou para fora. Ele descreveu o México como um mercado atraente e competitivo, e lembrou que “Estados Unidos, especialmente Las Vegas, vivem muito dos jogadores mexicanos”.

Ronaldinho, Maradona e a “gamificação”

Fábio Tibéria, da BetConstruct, contou que a empresa fechou parceria com Ronaldinho e vai lançar um jogo do Maradona. A fornecedora também trabalha com projetos de IA e o que ele chamou de “gamificação da gamificação”.

O objetivo foi dito com todas as letras. As ferramentas para apostas esportivas buscam aumentar o volume de apostas e, junto, a receita bruta das casas, o chamado GGR.

Tibéria afirmou que as iniciativas respeitam as regras do Brasil e dos demais mercados da região. Armen Mnaskanian, que articulou o acordo com Ronaldinho, disse que a parceria já rendeu jogos para diferentes marcas atendidas pela empresa.

O que isso significa para quem aposta

Traduzindo o que foi dito no evento para o dia a dia de quem tem conta em bet:

  • Mais consolidação: em ano difícil, é comum ver casas trocando de dono, fechando marcas ou saindo do mercado.
  • Marcas novas chegando: operadores estrangeiros querem entrar. Antes de abrir conta, confira se a casa é autorizada e usa domínio .bet.br.
  • Jogos com rosto famoso: ídolo do futebol na tela não muda a matemática. A vantagem continua com a casa.
  • Recursos feitos para você apostar mais: missões, níveis e recompensas existem para aumentar o volume. Vale ter isso em mente ao usá-los.

Em mercado instável, a regra prática é simples. Não deixe saldo parado além do necessário e faça saques com frequência.

Na dúvida sobre uma marca nova, consulte a lista de empresas autorizadas publicada pela Secretaria de Prêmios e Apostas, do Ministério da Fazenda. Se a casa não está lá, não deposite nenhum centavo.

Use também as ferramentas de jogo responsável, como limite de depósito e pausa, que as casas autorizadas precisam oferecer. Apostas são só para maiores de 18 anos e devem ser feitas com responsabilidade.

O pano de fundo: pressão de Brasília

A avaliação dos veteranos chega num momento delicado. O governo discute uma medida provisória que pode vetar o cassino online, o chamado Tigrinho, e endurecer as regras do setor.

A reação das empresas também já está desenhada: as bets prometem ir ao STF se a proibição avançar. Ou seja, o “ano difícil” descrito no México pode ficar ainda mais apertado.

O próximo capítulo vem de Brasília. A expectativa é que a MP seja editada ainda nesta semana, e o texto final vai dizer quantas casas seguem operando no país e em que condições.

Com informações de igamingbrazil.com.

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