O governo já mandou mais de 10 mil sites de apostas para bloqueio desde que a MP das bets entrou em vigor. E o calendário de devolução do saldo está definido: os bancos devolvem o dinheiro entre 9 e 14 de outubro.
Os números foram apresentados pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Segundo ele, o fluxo de dinheiro para as plataformas, que chegava a R$ 600 milhões por dia, foi “basicamente anulado”.
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O calendário da devolução do saldo
Esta é a parte que interessa a quem ainda tem dinheiro em casa de apostas. As etapas seguem a MP:
- A partir de 6 de outubro: sites e aplicativos deixam de operar.
- 7 e 8 de outubro: as empresas informam aos bancos os saldos não resgatados, separados por CPF.
- 9 a 14 de outubro: as instituições financeiras fazem a devolução.
- A partir do dia 14: se houver impedimento, o valor vai para a Caixa, que atua como última instância.
Na prática, quem não sacou não perde o dinheiro. Mas passa a depender da empresa e do banco para receber.
O que fazer agora, na prática
O caminho mais simples é sacar antes do bloqueio. Depois do dia 6, o site sai do ar e você não controla mais o processo.
Alguns cuidados ajudam:
- Confira se a conta cadastrada para saque está ativa e no seu CPF.
- Guarde um print do saldo e do extrato antes de o site sair do ar.
- Desconfie de mensagem que promete “liberar” saldo por link. A devolução prevista é feita pelos bancos.
10 mil sites e contas bancárias bloqueadas
O ritmo dos bloqueios acelerou ao longo da semana. Na coletiva anterior, eram 5.219 sites encaminhados. Na quinta-feira, 8.357. Na sexta, o total passou de 10 mil.
Esses endereços se somam a cerca de 78 mil derrubados antes, segundo Durigan. A Anatel repassa a lista aos provedores. A previsão do ministro é que os sites saiam do ar “em questão de horas”.
O governo também foi atrás do dinheiro. Contas bancárias de empresas que recriam páginas clandestinas estão sendo bloqueadas. Os recursos serão expropriados após processo administrativo e destinados à segurança pública.
Outro dado chama atenção: 48 contas, supostamente de pessoas físicas, tinham saldo acima de R$ 500 mil. Todas vão passar por análise. “Não estou dizendo que todas são, mas há uma movimentação que discrepa do grosso das contas”, disse Durigan sobre a hipótese de lavagem de dinheiro.
O que muda para quem aposta
O recado do balanço é direto: site que continua aceitando depósito é clandestino. E agora o risco não é só a página cair.
Se a conta bancária da operadora for bloqueada, o dinheiro que passou por ela entra no bloqueio. O calendário de 9 a 14 de outubro foi desenhado para as casas que tinham licença. Para saldo em site ilegal, o governo não apresentou nenhum mecanismo de devolução.
A publicidade também some. Foram notificados 186 aplicativos nas lojas da Apple e do Google, com retirada até 6 de outubro. Oito plataformas, entre elas Google, Meta, YouTube, X, Telegram, TikTok, Kwai e Discord, foram avisadas para remover anúncios de bets.
Só em Telegram, Discord e TikTok, esse conteúdo alcançava cerca de 3,46 milhões de usuários. Se um anúncio de aposta aparecer para você agora, trate como alerta: a oferta é ilegal. E vale o de sempre: aposta, onde é permitida, é para maiores de 18 anos e exige responsabilidade.
O que vem a seguir
A MP ainda precisa ser votada pelo Congresso. Durigan disse que conversou com líderes parlamentares antes de editar o texto e que o governo está à disposição para defendê-lo.
Os casos suspeitos seguem para a Senacon, a Secretaria de Direitos Digitais e a Polícia Federal. A PF ganha uma coordenação-geral de combate à lavagem de dinheiro, com foco na relação das bets com o crime organizado.
Não há nova data para a reunião do governo com os clubes de futebol, afetados pelo fim dos patrocínios. Para o apostador, as datas são duas: dia 6, quando os sites saem do ar, e dia 14, fim da janela dos bancos. O passo a passo está em sites fora do ar no dia 6, Pix vetado e anúncios removidos.
Com informações de bnldata.com.br.





