O São Paulo decidiu esperar. Mesmo com a MP que proíbe as bets publicada na sexta-feira (25), o clube e a Superbet, sua patrocinadora máster, ainda não definiram o que fazer com o contrato.
O acordo vai até o fim de 2030 e pode chegar a R$ 1 bilhão em seis temporadas, se metas esportivas forem batidas. Segundo o UOL, pessoas próximas à diretoria dizem que os dois lados preferem acompanhar a tramitação no Congresso antes de agir.
O que está em jogo no contrato
A renovação foi assinada em abril de 2025. Além da camisa, o pacote inclui outras propriedades comerciais do clube.
- Patrocínio máster: a marca no espaço mais nobre do uniforme.
- Naming rights do CT: o centro de treinamento da Barra Funda virou SuperCT.
- Valor: até R$ 1 bilhão em seis temporadas, atrelado a metas esportivas.
- Prazo: até o fim de 2030.
Há ainda um detalhe pouco comum. Na renovação, o São Paulo criou um mecanismo que acompanha os contratos de patrocínio de Flamengo, Palmeiras e Corinthians.
Na época, o diretor de marketing Eduardo Toni explicou que o valor poderia mudar a partir de um “delta” em relação aos três rivais. A ideia era reajustar o acordo tricolor se o mercado mudasse muito.
A cláusula que ninguém quer acionar ainda
O contrato permite encerrar a parceria se as apostas esportivas forem proibidas no país. Em tese, a MP já cria esse cenário.
Na prática, a situação é menos definida. A medida provisória vale desde a publicação, mas tem vigência inicial de 60 dias, prorrogável por mais 60. Se o Congresso não a transformar em lei nesse prazo, ela perde o efeito.
Por isso a cautela faz sentido para os dois lados. Romper agora e ver a MP cair depois significaria desfazer um acordo de longo prazo à toa.
O texto, porém, já traz um cronograma para o encerramento das operações das casas de apostas. Ou seja: esperar também tem limite.
O que muda para quem aposta
Para o torcedor que aposta, a camisa do São Paulo é o menor dos problemas. A pergunta real é o que acontece com a conta na casa.
- A MP atinge todas as casas autorizadas. Não é um problema só da Superbet: a proibição vale para apostas esportivas e jogos online em todo o país.
- Licenças estaduais também caem. O texto prevê o fim das autorizações dadas por estados e pelo Distrito Federal.
- Saldo parado é risco. Com prazo para o fim das operações, deixar dinheiro na conta esperando o Congresso é, por si só, uma aposta.
Patrocínio no uniforme não garante que a casa seguirá operando. Quem define isso é a lei, e ela ainda está em disputa.
Quem continua apostando deve lembrar do básico: apostas são só para maiores de 18 anos e precisam ser feitas com responsabilidade, com um valor que não faça falta.
O que esperar nas próximas semanas
A decisão do São Paulo depende de três frentes. A primeira é o Congresso, que precisa analisar a MP dentro do prazo constitucional.
A segunda é a própria Superbet, que também não anunciou estratégia. A terceira é o movimento dos rivais: como o contrato tricolor se baseia em Flamengo, Palmeiras e Corinthians, o que eles fizerem com seus patrocinadores pesa na conta.
Se algum grande clube romper primeiro, a pressão sobre o São Paulo cresce. Se todos esperarem, o cenário mais provável é o contrato seguir congelado até uma definição em Brasília.
Enquanto isso, o time volta a campo depois da Data Fifa com a atenção dividida entre o gramado e o caixa. No elenco, também pesa a lesão de Buta, fora da temporada, e o que ela muda no São Paulo.
Com informações de www.lance.com.br.





