Os dez clubes paulistas das Séries A e B do Brasileirão fizeram uma reunião de emergência nesta segunda-feira (28), na sede da Federação Paulista de Futebol. O motivo é a MP das bets, assinada por Lula na sexta (25), que proíbe as apostas online no país.
A pauta é dinheiro. As casas de apostas eram as principais patrocinadoras de boa parte desses times. E toda a publicidade delas, camisa incluída, tem de sumir até as 23h59 de 5 de outubro.
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Quem estava na mesa e o que os clubes querem
- Série A: Corinthians, Palmeiras, Santos, São Paulo, Red Bull Bragantino e Mirassol
- Série B: Novorizontino, São Bernardo, Botafogo-SP e Ponte Preta
- Quem conduz: a FPF, que já havia assinado o manifesto “O fim do futebol brasileiro”
O objetivo declarado é reduzir o impacto financeiro da suspensão repentina. Segundo o Estadão, os clubes querem conversar direto com o governo federal.
Um encontro entre União, clubes e CBF estava previsto para esta terça-feira (29). Até a reunião de segunda, porém, o Ministério do Esporte não tinha confirmado a agenda.
O tamanho do buraco no caixa
As bets colocaram mais de R$ 1 bilhão nos clubes em 2025 só em patrocínio. Hoje, 14 dos 20 times da Série A têm uma casa de apostas como patrocinadora máster.
As exceções são Athletico-PR, Bahia, Coritiba, Internacional, Mirassol e Red Bull Bragantino. Todo o resto vai precisar de outro nome para a camisa.
Para os paulistas, a lista deixa o problema claro. Dos seis clubes do estado na Série A, só Mirassol e Bragantino não dependem de uma bet como patrocinadora principal.
O problema vai além dos clubes. Brasileirão e Copa do Brasil são patrocinados pela Betano, incluindo o nome das competições. Placas de estádio e anúncios nas transmissões também entram na proibição.
Para Fábio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports, o estrago maior está na previsibilidade. “Uma interrupção inesperada pode exigir ajustes em investimentos, contratações, estrutura e projetos de médio prazo”, disse ele ao iGaming Brazil. Segundo Wolff, o patrocínio também paga infraestrutura e categorias de base, não só a marca na camisa.
O que muda para quem aposta
Para quem aposta, a reunião importa menos pelo que foi dito e mais pelo calendário que ela expõe. As datas são as mesmas para clubes e apostadores.
No curto prazo, o efeito é no seu saldo. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que os apostadores têm até as 23h59 de 5 de outubro para sacar o que têm nas casas licenciadas. No dia seguinte, sites e aplicativos saem do ar.
- Saque: faça antes de 5 de outubro. Depois disso, a plataforma não estará mais acessível.
- Camisas e transmissões: a marca da bet some da camisa, das placas e dos intervalos até a mesma data.
- Elencos: clube com menos receita contrata menos. Isso pesa em quem avalia força de elenco antes de apostar em longo prazo.
- Congresso: a MP vale por até 120 dias. Se não for aprovada, perde a validade e o cenário muda de novo.
Nada disso surgiu de surpresa para os dirigentes. Antes da assinatura, as casas já haviam avisado que romperiam os contratos, como mostramos em bets notificam clubes e preparam rescisão se a MP sair.
Apostas são só para maiores de 18 anos. Se for apostar, faça com responsabilidade e dentro do seu orçamento.
Próximos passos
A conversa com o governo, se acontecer, é o primeiro sinal do que vem. O prazo de 5 de outubro é o segundo, e cai um dia depois do primeiro turno das eleições.
Depois disso, a bola passa ao Congresso, que tem 120 dias para decidir se a MP vira lei. Até lá, os clubes paulistas seguem no Brasileirão com um patrocinador a menos e sem saber quem paga a conta.
Com informações de igamingbrazil.com.





