Fabio Macorin, secretário adjunto da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), foi eleito para o Conselho de Administração da IAGR. A entidade é a associação internacional que reúne reguladores de jogos de vários países.
Para quem aposta, a notícia importa por um motivo: Macorin é um dos nomes à frente da fiscalização de bets no Brasil. E o combate aos sites ilegais ganha agora um canal direto com reguladores de fora.
Quem é Fabio Macorin
Macorin passou 17 anos na Polícia Federal. Na SPA, foi subsecretário de Monitoramento e Fiscalização antes do cargo atual.
Hoje, ele tem papel de liderança na aplicação e na fiscalização das regras federais de apostas. O trabalho dele se concentra em quatro frentes:
- combate à lavagem de dinheiro;
- monitoramento financeiro;
- fiscalização de operadores ilegais;
- cooperação com bancos, empresas de telecomunicações e outros órgãos do governo.
Ele também participou da criação de ferramentas baseadas em dados para supervisionar o mercado.
Na prática, essas frentes atacam os dois pontos de que um site ilegal depende: o acesso do público e o caminho do dinheiro. As empresas de telecomunicações entram no bloqueio de endereços. Os bancos, no rastreio e no bloqueio de pagamentos.
Por que o Brasil virou caso de estudo
O mercado regulado de apostas começou a funcionar formalmente no Brasil em 2025. Desde então, virou um dos casos mais observados por reguladores do mundo todo.
O presidente da IAGR, Ben Haden, destacou a velocidade da mudança. Segundo ele, o país passou por uma transformação regulatória ambiciosa “em um período de tempo notavelmente curto”.
Macorin disse estar honrado com a eleição. Para ele, os problemas enfrentados pelos reguladores são cada vez mais globais.
“Combater o mercado ilegal, prevenir a lavagem de dinheiro, proteger os consumidores e garantir a integridade das apostas exigem uma maior cooperação entre os reguladores além das fronteiras”, afirmou.
O vice-presidente da IAGR, Brian Krolicki, citou a experiência de Macorin na Polícia Federal e na construção do mercado regulado. Segundo ele, isso dá ao brasileiro uma visão única sobre o combate ao mercado ilegal.
O que muda na prática para quem aposta
A eleição não muda nenhuma regra de imediato. Saque, cadastro e a lista de casas autorizadas seguem iguais. O efeito esperado é de médio prazo.
Muitos sites clandestinos operam a partir do exterior, o que dificulta a punição só com leis brasileiras. Mais troca de informação entre reguladores de países diferentes tende a fechar essas brechas.
A tendência, portanto, é de cerco maior aos sites sem licença. A SPA já vem atuando nessa frente: veja quantos sites de apostas ilegais a SPA já bloqueou.
O risco fica com quem ainda usa essas plataformas. Um site ilegal pode sair do ar de uma hora para outra, com o seu saldo dentro. E não há órgão brasileiro para reclamar.
A pressão também chega ao dinheiro. Entenda a regra que dá 24 horas aos bancos para bloquear contas de bets ilegais.
Algumas checagens simples ajudam a evitar dor de cabeça:
- Prefira sites com endereço terminado em .bet.br, padrão das casas autorizadas pelo governo.
- Desconfie de promessas de ganho fácil e de bônus fora do comum.
- Não deposite em conta de pessoa física ou de empresa com nome diferente da casa.
Apostas são para maiores de 18 anos e devem ser feitas com responsabilidade.
Próximo passo: conferência em Lima
Macorin vai participar da Conferência Anual da IAGR, em Lima, no Peru, de 19 a 22 de outubro. O tema do encontro é “Mãos firmes, terreno instável: avançando na regulamentação em um mundo conectado”.
As sessões vão tratar de cooperação entre reguladores e de respostas mais eficazes a um setor que muda rápido. Vale acompanhar: é em fóruns assim que os países alinham as próximas ações contra o mercado ilegal.
Com informações de igamingbrazil.com.





