A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) bloqueou 66.482 domínios de sites de apostas ilegais entre 15 de janeiro de 2025 e 2 de setembro de 2026. No mesmo período, aplicou R$ 18 milhões em multas contra empresas do setor.
Os números foram obtidos pelo portal iGaming Brazil via Lei de Acesso à Informação e divulgados na sexta-feira (11). Para quem aposta, o recado é direto: o site clandestino pode sumir do ar a qualquer momento.
O tamanho da ofensiva contra as bets ilegais
O bloqueio de domínios é só uma das frentes. A fiscalização também mira perfis e aplicativos que oferecem apostas sem autorização.
- 66.482 domínios clandestinos bloqueados desde janeiro de 2025;
- 1.511 perfis ilegais retirados do ar até agosto de 2026, sendo 565 em 2025 e 946 neste ano;
- 574 aplicativos removidos entre março e agosto de 2026;
- 103 processos administrativos sancionadores em trâmite ou arquivados.
O ritmo de derrubada de perfis acelerou. Em oito meses de 2026, o número já passou com folga o total do ano anterior.
Na prática, isso mostra que a oferta de bets clandestinas não se limita a sites. Perfis e aplicativos também estão na mira da fiscalização, o que pede atenção redobrada de quem recebe convite para apostar por esses canais.
Multas também atingem casas autorizadas
Os processos sancionadores valem para as empresas sob fiscalização da SPA. Dos 103 casos, 68 já foram julgados: 56 estão encerrados e 12 seguem em fase de recurso.
Outros 31 aguardam julgamento, 2 foram parar na Justiça e 2 negociam um termo de compromisso. Nos casos julgados, a SPA aplicou 42 advertências, 20 multas e uma multa somada à suspensão das atividades.
Dois temas chamam a atenção de quem aposta:
- Jogo responsável: 12 processos, com 3 advertências e 2 multas que somam R$ 5,7 milhões;
- Publicidade irregular: 5 processos, com 4 multas que somam R$ 5,5 milhões.
Há, porém, uma distância entre punir e cobrar. Dos R$ 18 milhões em multas, só R$ 3,09 milhões foram efetivamente pagos até agora. Outros R$ 1,42 milhão foram para a Dívida Ativa da União, e R$ 600 mil estão suspensos por decisão judicial.
O que muda para quem aposta
O bloqueio em massa mostra que apostar em site ilegal virou um risco ainda maior. Se o endereço é derrubado, o apostador pode perder o acesso à conta e ao saldo que deixou lá.
Nesse ambiente, não há a quem reclamar. O site não responde à SPA, não segue regras de jogo responsável e não tem obrigação de pagar prêmio.
Nas casas autorizadas, o cenário é outro. Os processos mostram que existe fiscalização e que descumprir regra de jogo responsável ou de publicidade gera punição.
Antes de depositar, vale um checklist rápido:
- confira se o endereço termina em .bet.br, domínio usado pelas casas autorizadas no Brasil;
- procure a empresa na lista de operadoras autorizadas publicada pela SPA, no site do Ministério da Fazenda;
- desconfie de perfis e aplicativos que prometem bônus fora do padrão;
- teste um saque pequeno antes de aumentar o valor depositado.
Para entender como funciona a retirada de dinheiro numa casa regular, veja nosso guia de como fazer saque em casa de apostas. E lembre: apostas são para maiores de 18 anos e devem ser feitas com responsabilidade.
O que esperar da fiscalização
Com 31 processos ainda em análise, novas multas devem sair nos próximos meses. A lista de domínios bloqueados também tende a crescer, já que sites derrubados costumam voltar com outro endereço.
O combate ao mercado clandestino é central no debate sobre o setor, inclusive na discussão sobre quanto as casas de apostas pagam de imposto no Brasil. Quanto mais gente migra para casas autorizadas, mais protegido fica o dinheiro do apostador.
Com informações de igamingbrazil.com.





