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Sites de apostas no exterior também estão proibidos pela MP

Montagem sobre a MP das bets e a proibição de sites de apostas no exterior

A MP das bets não vale só para as casas que tinham licença no Brasil. Sites de apostas no exterior que atendem brasileiros também entram na proibição.

Quem pensa em migrar para uma plataforma estrangeira precisa saber disso antes de depositar. E entender o jogo político que cerca a medida, que ainda pode cair no Congresso.

O que a MP proíbe, na prática

A medida provisória foi publicada em edição extra do Diário Oficial na noite de 25 de setembro. O texto proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa em todo o país.

O alcance é amplo:

  • Vale para meios físicos e virtuais
  • Inclui apostas esportivas e jogos online
  • Atinge plataformas sediadas fora do Brasil que atendam apostadores daqui

O anúncio foi feito em São Paulo pelo presidente Lula, ao lado dos ministros da Fazenda, do Planejamento, da Saúde e da Justiça.

O que muda para quem aposta

O ponto mais importante: site estrangeiro não é saída legal. Se ele aceita apostador brasileiro, está operando contra a MP.

Na prática, isso deixa o apostador sem rede de proteção. Fora do mercado fiscalizado, não há a quem recorrer no Brasil se o saque travar ou a conta for bloqueada.

Esse é o mesmo alerta feito pelas empresas que tinham licença. Veja como as bets legalizadas reagiram à MP e o risco do mercado ilegal.

Por isso, a recomendação é direta: priorize sacar o saldo das casas em que você já tem conta e desconfie de quem oferece “alternativa” agora. Apostas são para maiores de 18 anos e devem ser feitas com responsabilidade.

A decisão ainda pode cair

Uma medida provisória vale na hora, mas precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias. Se não for, perde a eficácia.

O caminho é longo. Primeiro, o texto passa por uma comissão mista de deputados e senadores. Depois, vai aos plenários da Câmara e do Senado.

A oposição já se movimenta. O senador Flávio Bolsonaro acusou o presidente de oportunismo e disse que a medida pode deixar de valer logo depois das eleições.

Eleição, Janja e o paralelo com 1946

Reportagem do BNLData compara o momento com 1946. Naquele ano, o presidente Eurico Gaspar Dutra fechou os cassinos por decreto-lei. Uma versão popular atribui a decisão à pressão da primeira-dama Carmela Dutra, a “Dona Santinha” — mas isso nunca foi documentalmente comprovado.

Hoje, o nome citado é o da primeira-dama Janja. Em junho, ela publicou vídeo pedindo “Block no Tigrinho” e esteve na reunião de 1º de setembro no Planalto sobre o impacto das bets. O tema já vinha no radar, como mostramos em Tigrinho na mira: Lula quer vetar cassino online.

Há outras versões. Segundo bastidores publicados pelo Estadão, Lula foi aconselhado primeiro a proibir só os cassinos online. Quem teria defendido a medida mais dura foi o ministro da Secom, Sidônio Palmeira.

A diferença para 1946 é o calendário. A MP foi assinada a nove dias do primeiro turno, com a proibição virando tema central da campanha.

O dinheiro em jogo

O setor legalizado usa números para pressionar o Congresso. Em 2025, segundo o BNLData, as empresas licenciadas devolveram R$ 14,45 bilhões ao governo e à sociedade:

  • R$ 9,95 bilhões arrecadados pela Receita Federal em tributos
  • R$ 4,5 bilhões para os beneficiários previstos na Lei 14.790

Além disso, o esporte recebeu mais de R$ 500 milhões só no primeiro semestre de 2026. É esse peso que deve aparecer no debate da MP.

O primeiro turno acontece daqui a poucos dias, e o resultado das urnas deve influenciar o destino da MP. Até o Congresso votar, a proibição segue valendo — inclusive para sites estrangeiros.

Para o apostador, a prioridade continua a mesma: tirar o saldo das casas dentro do prazo e não cair em ofertas de plataformas fora da lei.

Com informações de bnldata.com.br.

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