O Cruzeiro perdeu de virada para o Santos, por 2 a 1, na Vila Belmiro, e viu o mesmo problema de sempre aparecer: a defesa. O time sofreu 31 finalizações na partida deste sábado (12).
Como foi o jogo
O Santos dominou o primeiro tempo e abriu vantagem de dois gols antes do intervalo. Rollheiser marcou o primeiro, aproveitando rebote depois de chutes de Gabriel Bontempo e Cebolinha.
Pouco depois, Rodinei cruzou pela direita e Fabrício Bruno, tentando afastar, tocou contra o próprio gol. O time mineiro só descontou nos acréscimos, com Matheus Pereira, já sem tempo para buscar o empate.
Sem Neymar e Gabigol, que assistiram ao jogo do camarote, o Santos ainda teve Everton Cebolinha estreando entre os titulares e criando chances o tempo todo. Do outro lado, o goleiro Otávio evitou um placar ainda mais elástico com boas defesas, inclusive em cabeceio perigoso de Matheus Pereira.
Na segunda etapa, o roteiro não mudou muito: o Santos seguiu superior, desperdiçou chances com Rollheiser e Arão, e só diminuiu o ritmo perto do fim, quando o resultado já parecia encaminhado.
O que Fabrício Bruno disse
Na zona mista, o zagueiro foi direto ao apontar o problema: “A partir do momento em que sofremos 31 finalizações, é um sinal claro de que o time foi muito mal defensivamente”, disse.
Ele completou: “Não conseguimos atacar nem defender. (…) Isso não aconteceu só agora, tem ocorrido com frequência”, admitiu o defensor, reconhecendo que a fragilidade já é um padrão na equipe, e não um problema pontual de um único jogo.
O zagueiro também comentou o clima do vestiário logo após a partida: “É difícil explicar porque estou de cabeça quente dentro do processo (…) ficamos muito expostos”, disse, citando o gol contra que ele mesmo marcou.
O que muda para quem aposta
Um time que sofre 31 finalizações em uma única partida dificilmente é uma aposta segura para clean sheet ou para mercados de “menos de 2,5 gols” nos próximos jogos.
O padrão também não é isolado: dias antes, o Cruzeiro já havia caído diante do Atlético-MG na Copa do Brasil, ficando de fora da semifinal. São duas eliminações seguidas com o mesmo time reclamando de exposição defensiva.
Antes de apostar no próximo compromisso da Raposa, vale considerar:
- Defesa exposta com frequência, segundo o próprio zagueiro titular
- Dependência de boas atuações do goleiro Otávio para evitar goleadas
- Ataque também travado, sem conseguir produzir no primeiro tempo
- Sequência recente de resultados negativos em duas competições
Esse cenário pesa a favor de mercados como “ambas equipes marcam” contra o Cruzeiro, e pede cautela em handicaps asiáticos que dão vantagem ao time mineiro, mesmo jogando em casa.
Já para o Santos, que emenda a terceira vitória seguida no Brasileirão, o momento é de confiança — mesmo sem contar com Neymar e Gabigol em campo, sinal de que o time tem alternativas ofensivas com Cebolinha e Rollheiser em boa fase.
Para quem acompanha as odds antes de decidir, vale reparar como as casas de apostas costumam reagir a esse tipo de sequência: o preço de “Cruzeiro não sofre gol” tende a subir, enquanto mercados de gols do adversário ficam mais em conta. É o mercado precificando exatamente o que Fabrício Bruno descreveu na entrevista.
O que vem por aí
Com a sequência de resultados ruins, a pressão aumenta sobre o Cruzeiro para o próximo jogo do Brasileirão, quando o técnico deve buscar ajustes defensivos antes de pensar em ataque. Já o Santos tenta manter o embalo e a solidez que sustentou o resultado na Vila Belmiro.
Lembre-se: apostas esportivas são para maiores de 18 anos e devem ser feitas com responsabilidade.
Com informações de www.lance.com.br.





