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Felipão comanda o Grêmio contra o Botafogo: o que esperar

Felipão no Grêmio durante apresentação no clube gaúcho

O Grêmio enfrenta o Botafogo nesta quarta-feira (16), no Nilton Santos, com um rosto conhecido no banco: Luiz Felipe Scolari, o Felipão. Ele comanda o time como interino, mesmo com Renato Gaúcho já anunciado como novo técnico.

O jogo é atrasado da 21ª rodada do Brasileirão. E chega num momento delicado: o Tricolor gaúcho está perto da zona de rebaixamento.

Por que Felipão, e não Renato, estará no banco

A troca foi rápida. O português Luís Castro foi demitido no domingo, depois da derrota em casa para o Vasco. Logo em seguida, o clube anunciou a volta de Renato Portaluppi para sua quinta passagem.

O problema foi o calendário. Renato só desembarca no Rio de Janeiro nesta terça-feira e vai acompanhar o jogo de um camarote. Não havia tempo para ele assumir os treinos.

A solução estava dentro de casa. Felipão já trabalhava no Grêmio como coordenador técnico. Ele conduziu os treinos da semana no CT Luiz Carvalho e teve o nome regularizado no BID da CBF.

Será a primeira vez que ele atua como técnico principal desde março de 2024, quando deixou o Atlético-MG.

Uma história longa com o Grêmio

Aos 77 anos, Felipão é tratado como lenda em Porto Alegre. Ele já teve quatro passagens pelo clube. Os capítulos principais:

  • 1987: primeira passagem, com o título gaúcho no mesmo ano.
  • 1993 a 1996: a era de ouro, com Copa do Brasil (1994), Libertadores (1995) e Brasileirão (1996).
  • 2014 e 2015: retorno festejado, marcado por um 4 a 1 sobre o Internacional.
  • 2021: assumiu com o time na lanterna do Brasileirão e ficou 21 jogos.

Fora do clube, o currículo tem a Copa do Mundo de 2002 com a Seleção Brasileira e a final da Eurocopa de 2004 com Portugal. Tem também o 7 a 1 para a Alemanha, em 2014.

Um detalhe curioso: em 1995, Felipão dirigiu Renato ainda como jogador. Foi a última vez que o ídolo vestiu a camisa 7 do Grêmio. Agora, os dois se cruzam de novo, desta vez no comando.

O que muda para quem aposta no jogo

Troca de técnico sempre mexe com a leitura de uma partida. Aqui o cenário é ainda mais incomum: um interino experiente, com poucos dias de trabalho, que entrega o time a outro treinador logo depois.

Alguns pontos para pesar antes de qualquer palpite:

  • Pouco tempo de treino: uma semana raramente muda a forma de jogar. Espere mais ajuste de atitude do que de sistema.
  • Efeito “técnico novo”: é comum o elenco reagir após uma demissão, mas isso não é garantia. Não trate como certeza.
  • Pressão da tabela: com o Z-4 por perto, um empate fora de casa já tem valor para o Grêmio. Isso pode influenciar a postura do time.
  • Escalação: espere a formação oficial antes de decidir. É ali que dá para ver se Felipão mexeu no time.

O momento também pesa. O Grêmio chega depois de perder em casa para o Vasco, e a má fase já vinha de antes, como na derrota para o Vitória no Brasileirão. O nome histórico no banco não apaga essa instabilidade.

Se for apostar, lembre que apostas são permitidas só para maiores de 18 anos. Defina um valor antes do jogo e não tente recuperar perdas no impulso.

O que esperar da sequência

A missão de Felipão é curta e objetiva: somar pontos e entregar o time a Renato numa posição mais confortável. Depois do Botafogo, o comando passa ao novo técnico.

E Renato herda mais de uma frente. O Grêmio está na semifinal da Copa do Brasil, com R$ 9 milhões garantidos. Equilibrar mata-mata e fuga do rebaixamento será o primeiro desafio dele.

Até lá, o jogo desta quarta funciona como termômetro. Um bom resultado dá fôlego na parte de baixo da tabela. Um tropeço aumenta a pressão antes mesmo da estreia de Renato.

Com informações de www.lance.com.br.

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